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Nota: As reclamações contra a inscrição ou omissão de qualquer arquitecto neste caderno de recenseamento eleitoral, deverão ser dirigidas por escrito ao Vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral até ao dia 11 de Outubro de 2017, próxima quarta-feira.
Tendo em atenção que a data limite para apresentação da Candidatura a é até o dia 14 de Outubro de 2017, Sábado.

O Prémio Nacional de Arquitectura doravante designado (PNA), é uma iniciativa da Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde (OAC), que visa incentivar e promover o reconhecimento público de autores de obras que constituem peças significativas no enriquecimento da arquitectura cabo-verdiana.
O Prémio Nacional de Arquitectura 2015 será atribuída no final de Janeiro de 2016, sob o lema "Arquitectura, Património e Identidade Cultural", na Cidade de Nova Sintra, Ilha da Brava.
O PNA está aberto à participação de todos os arquitectos e urbanistas que estejam inscritos como membros efectivos da OAC.
Para apresentar a sua candidatura aceda a ficha de inscrição em anexo.
Para mais informações consulte o Regulamento e a Adenda em anexo ou contacte a Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde.

Pediram-me para escrever sobre o estado actual da Arquitectura Portuguesa.
Depois do reconhecimento público trazido pela EXPO98, e por inúmeros prémios internacionais, a crise afundou os gabinetes de arquitectura, condenados a uma luta pela sobrevivência.
Agora, que dizem ter terminado o período de austeridade, nada será como dantes...A nível da concepção dos projectos, mais eficazes, mais viáveis economicamente, mais orientados para um público-alvo. A nível das estruturas produtivas, onde é necessário gabinetes fortes, resilientes, com capacidade de evoluir e se adaptar, com estruturas estáveis, recursos humanos qualificados e capacidade de inovação.
Todavia estes anos criaram vícios, que urge corrigir, sob pena de estagnação, a nível técnico e económico.
Criou-se um hábito pseudo-provinciano de fazer concursos de ideias por tudo e por nada. Como se a arquitectura fosse uma doença que necessitasse de uma segunda opinião. Ainda se fossem remunerados, compensaria o esforço. Agora menorizar os Arquitectos a ponto de terem de trabalhar gratuitamente para satisfazer caprichos de clientes, que ou por não saberem bem o que querem, ou por não confiarem no resultado, pretendem ter projectos para escolha, como se estivessem esposais em prateleiras de supermercado, é desvalorizar a profissão. É transformar o seu interesse público num negócio de risco.
Se pensarmos que a taxa de sucesso em concursos ronda os 10 a 20%, entende-se facilmente que é uma opção suicida do ponto de vista económico. Que outra profissão se sujeita a isto? Em nome das regras de mercado..."Os seus colegas aceitam"..."Queremos seleccionar o melhor projecto"..."se quiserem ganhar o projecto têm de arriscar"...
A escolha de um arquitecto deve ser baseada numa relação de confiança, tal como a escolha de um médico. Alguém se lembrou de pedir gratuitamente a um grupo de médicos qual o melhor diagnóstico e qual a melhor solução para uma doença?
Daí entender que os concursos de ideias devem ser justamente remunerados. Quem quiser ter várias ideias para um projecto terá de as pagar aos vários concorrentes.
Claro que em casos especiais de relevância para o ambiente e para o contexto histórico-cultural os concursos de ideias são factor de elevação da qualidade das soluções. Porém a sua banalização está a destruir a capacidade financeira das empresas de aquitectura.
Outra questão candente é o aviltamento dos preços. Por um lado, exige-se disponibilidade, competência, responsabilidade. Exigem-se novas tecnologias, a pré-visualização do projecto, etc.
Por outro procura-se o preço mais barato. Alguém quer comprar um carro topo de gama pelo preço de um utilitário? São coisas comparáveis?
Mas, para estar na crista da onda, é necessário investir em conhecimento, tecnologia, recursos humanos. Numa estrutura empresarial sólida e responsável. Ora isto é incompatível com a busca quase exclusiva do preço mais baixo, como critério de contratação. É a afirmação do País através dos baixos salários. É a condenação de uma actividade com projecção internacional.
Quanto temos 2 prémios Pritzker, quando somos respeitados no estrangeiro, porque é que aqui no burgo se continua a menorizar a qualidade da arquitectura portuguesa?
Esta projecção internacional, conduz a possibilidade de exportação da Arquitectura enquanto serviços, com o natural reflexo na balança de pagamentos. Todavia existe uma falta total de apoio à esta fileira, por parte do Estado, seja pela deficiente formatação dos Fundos estruturais, seja pela falta de apoio na capitalização das empresas, na prospecção de negócios, seja pela manutenção de custos de contexto, como garantias bancárias, seja pela ausência de incentivos à criação de postos de trabalho vocacionadas para este tipo de exportação.
Por outro lado, os gabinetes existentes, ainda que organizados de forma empresarial não dispõe de massa crítica para poderem estar presentes e competir nestes mercados.
A criação de redes inteligentes de partilha de conhecimento, a capacidade de realizar associações e parcerias, a abordagem conjunta de mercados, são apostas a considerar para o desenvolvimento de actividade internacional.
Finalmente nota-se que, ao contrário das promotoras e construtoras de outros países com sucesso neste campo, os agentes nacionais não privilegiam levar a reboque os gabinetes portugueses para outras paragens, preferindo duvidosas contratações locais, mais "baratas".
Corremos, assim, o risco de matar mais uma galinha de ovos de ouro.
Nuno Leónidas
Arquitecto

Nos termos do nº 3 do artigo 87º dos Estatutos da Ordem dos Arquitectos de Cabo verde aprovados pelo decreto-lei nº 43/2009, de 09 de Novembro e do artigo 24º do Regulamento Eleitoral, diz o seguinte:
" As listas definitivamente admitidas são publicadas na II Série do Boletim Oficial e no sítio da internet da OAC, devendo ser afixadas na sede nacional e nas sedes das delegações regionais."


Os membros do Conselho Directivo Nacional da OAC, realizaram no passado dia 16 de Dezembro de 2017, Sábado, pelas 9h30, na Sede Nacional da OAC, Achada de Santo António, na Cidade da Praia, a primeira reunião com os seguintes ordens de trabalho:
- Passagem de Pastas / Receção dos Dossier’s / Assuntos pendentes e urgentes
Auditoria externa
Comunicação entre os Órgãos Sociais da OAC
Comunicação entre os Órgãos Sociais de Direção e a Classe
Casa da Arquitetura
Admissão de Candidaturas
Estágios
Regulamentos
Cotas
Tabela de honorários
Instalação das Delegações Regionais
Análise do contexto atual no seio da Classe e consequente tomada de posição.
Breve abordagem sobre o Plano de Atividades a ser apresentado na AG ordinária a ter lugar em Março.
Análise dos contratos de prestação de serviços à OAC
Diversos
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Bastonário da Ordem dos Arquitetos de Cabo Verde integra Conselho Consultivo da ARAP.
A Sra. Carla Sousa, Presidente do Conselho Administração da ARAP - Autoridade Reguladora das Compras Públicas de Cabo Verde, empossou hoje os novos conselheiros que irão participar na definição das linhas gerais da entidade reguladora e no suporte à tomada de decisão da Administração da ARAP nos próximos 3 anos.
O Conselho Consultivo é composto por representantes do sector privado (câmaras de comercio), da sociedade civil (associação de consumidores, ordens dos engenheiros e arquitetos), do Estado e das autarquias locais (associação dos municípios). Estes terão a competência de aprovar e apresentar sugestões e propostas destinadas a fomentar ou aperfeiçoar as atividades da entidade, incluindo pronunciar-se sobre os instrumentos de gestão, os planos, relatórios de atividade e contas da autoridade reguladora.
Após a tomada de posse realizou-se a I reunião do II mandato do Conselho Consultivo e procedeu-se à eleição interna dos órgão tendo a Sra. Margarete da Luz, em representação do Estado, sido eleita pelos seus pares como a Presidente, o Sr. Adriano Cruz, em representação da Câmara de Comércio de Barlavento eleito como Vice Presidente e Sr. João Duarte em representação da Associação dos Municípios de Cabo Verde, eleito como Secretário do Concelho Consultivo.
Neste I encontro os novos conselheiros apreciaram o relatório de atividades e contas de 2013 assim com o plano de atividade de 2014. O Conselho de Administração da ARAP apresentou ainda os projetos para 2015 e discutiram um conjunto de questões que vão constar da agenda do Conselho Consultivo para este II mandato.

Angola vai acolher nos dias 5 e 6 de Março em Luanda, o Segundo Fórum sobre Investimento em Infraestrutura Urbana em África. O Fórum demostrará o progresso feito no desenvolvimento urbano pós-conflito e discutirá as questões enfrentadas pelos países africanos, principalmente aqueles que sofreram décadas de conflito e guerra civil. O evento é co-organizado pela African Business Magazine, IC Events, United Cities and Local Governments of Africa (UCLG-A).