Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde

 

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Sendo óbvio que as gerações futuras cobrarão sempre mais responsabilidades a nós, os técnicos, do que à sociedade política, por eventuais erros ou descuidos que se verificarem no processo da edificação e da afirmação de um ambiente construído de boa qualidade, a O.A.C., assumindo sem ambiguidades e com exclusividade o seu papel de instituição da sociedade civil cabo-verdiana, trabalha para a dignificação do exercício da arquitectura como profissão, para a elevação da qualidade e da imagem da arquitectura e urbanismo cabo-verdianos e para um ordenamento e gestão coerentes e eficientes do território nacional.

Neste país, onde os sucessivos governos não têm sido muito capazes de demonstrar visão e coragem para implementar medidas de fundo vitais para a sustentabilidade do país a prazo (ordenamento do território nacional), antes têm funcionado sob a pressão de terem que conseguir resultados visíveis imediatos, preferindo governar em função das legislaturas de cinco anos, esta postura da OAC e a sua determinação em se posicionar acima das gestões de cariz demagógica e/ou eleitoralista e acima da «politics as usual» cabo-verdiana afiguram-se-nos indispensáveis se, de facto, queremos um desenvolvimento sustentável para a nossa terra.

E, se adicionarmos a tudo isso a tendência que normalmente os nossos políticos de carreira têm, por altura das alternâncias no Poder, em destruir ou modificar sem fundamentação justa, o legado do seu antecessor apenas porque este pertencia a outro partido, ainda mais se perceberá a necessidade de uma instituição com credibilidade e espaço de manobra suficientes para assumir a preservação de tudo o que de bom formos colectivamente capazes de fazer ao longo dos anos, dando assim tempo aos frutos verdes para que amadureçam e revelem toda a sua utilidade e valor.

Isso tudo no entendimento de que quanto mais os arquitectos cabo-verdianos se envolverem colectivamente na busca de soluções para os problemas do país, mais depressa conseguirão resolver os seus problemas de classe, muito mais depressa ainda poderão firmar a Ordem como uma instituição útil a Cabo Verde e, ao mesmo tempo, como um parceiro sério e confiável da Administração do Estado